Associação de Fruticultores da Beira Távora no semanário sol

“Consuma maçã de qualidade: pela sua saúde consuma maçã da BEIRADOURO”

Moimenta da Beira e toda a região envolvente é conhecida pelos seus produtos, nomeadamente a maçã, a castanha e o vinho. O País Positivo esteve à conversa com Humberto Matos, presidente da Associação de Fruticultores da Beira Távora, que nos falou sobre a qualidade dos produtos portugueses e as dificuldades dos fruticultores.

Vinte e quatro anos já se passaram desde a criação da Associação de Fruticultores da Beira Távora. “Foi criada para defender os interesses dos fruticultores. Assim sendo, apoia os fruticultores nas mais diversas áreas, incluindo a formação profissional”, acrescenta o nosso interlocutor. A formação profissional que é dada, alia a tradição às técnicas mais modernas, com um foco permanente na sustentabilidade ambiental.

Maçã de excelência

O fruto proibido, aquele com que Eva seduziu Adão, é um dos mais consumidos em todo o mundo. Humberto Matos refere que “está comprovado que a maçã da Beira Douro é uma das melhores do mundo, para além da castanha. São dois produtos de excelência. Há boa maçã na Europa, na América do Sul. Em termos de qualidade podemos comparar a nossa maçã com a francesa e com a italiana. A qualidade da nossa maçã é devida às condições edafoclimáticas, o solo e o clima, que por vezes são nossos adversários, são também um fator importantíssimo na qualidade dos nossos produtos.” Apesar da desertificação que o interior do país tem vindo a sofrer, a produção da maçã está a crescer. Há uma aposta clara no cultivo deste fruto. O nosso entrevistado explana que “se estima que este ano se produzam mais vinte e cinco mil toneladas do que o ano transato.” O facto do paradigma da agricultura ter mudado também incrementa a produção. Ou seja, hoje vai para a agricultura quem quer, quem gosta. “Hoje já não é como antigamente. Há quinze, vinte anos, quem não tinha jeito para estudar ia para agricultura. Os jovens agricultores pensam e veem a agricultura de outra forma. Acresce ainda o facto da existência de programas comunitários que ajuda todos os agricultores, sejam eles jovens ou não. Seria importante que a seletividade e a formação dos jovens que pretendem dedicar-se à agricultura fosse tomada a peito e melhorada, evitando-se assim, dissabores e insucessos previsíveis.

O consumo nacional

Até há bem pouco tempo, prevalecia a ideia do que o que era importado era melhor que o nacional. Hoje, as coisas estão um pouco diferentes. Os portugueses, paulatinamente, começam a dar valor ao que é produzido no país, atestando a qualidade dos produtos. O presidente da Associação de Fruticultores da Beira Távora, explica que “já se consumiu menos produtos portugueses do que hoje se consome. No entanto, ainda se nota alguma renitência na compra. Visto que temos qualidade, o problema reside no setor comercial. Pode interessar a um determinado nicho de mercado fazer concorrência com o mercado exterior. Além disso, promovem mais a maçã “envernizadinha”, bonitinha, como é o caso da italiana, entrando em concorrência com o nosso produto, cuja qualidade é indiscutível.

Nem sempre o “baton” favorece…

Este é mecanismo comercial que nos empurra, a nós consumidores, para optar por aquilo que é mais lindo, mas porventura menos saboroso. É preciso explicar aos consumidores a qualidade dos produtos. No caso da maçã, a qualidade do fruto é reconhecida pela sua crocância, dureza, o teor de açúcar e a sua aparência.” Em breve será lançada mais uma campanha de promoção dos produtos nacionais. Uma aposta forte da Associação que visa dar a conhecer a qualidade das maçãs da Beira Douro e criar uma marca ao qual sejam rapidamente associados à região de origem e fatores como qualidade e certificação. “Esta campanha pretende dar a conhecer a nossa maçã e explicar que o facto de se consumir produtos internos ajuda a alavancar a economia local, regional e nacional. Assim, indiretamente, o próprio consumidor esta a ajudar na recuperação do país.” A Associação de Fruticultores da Beira Távora continuará a apoiar os agricultores das mais diversas formas, seja na prestação de serviços técnicos como na formação profissional. Neste momento estamos empenhados no desenvolvimento regional. Acreditamos que só com uma união de toda a região, falando a uma só voz, se ganha a dimensão e peso necessários para levar o nosso produto mais além. Assim sendo, temos parcerias com as autarquias, outras associações, os operadores, no sentido de aproveitarmos este quadro comunitário, provocando um choque de desenvolvimento e alavancar a região. Temos que mostrar ao consumidor português e ao outros, aquilo que sabemos fazer de melhor na região; maçã, vinho, castanha e bem receber.

 

 

Campanha de 2015

“A campanha deste ano está a correr favoravelmente. Neste momento, acaba por ser ainda cedo prever o futuro, visto que estamos sempre sujeitos às condições climatéricas. Mas tudo indica, pelas florações que temos, que vamos ter uma boa campanha. Basta que o fruticultor persista em melhorar constantemente a qualidade da produção, como bem sabe fazer. E este ano impõe-se que assim seja. A preocupação constante dos produtores, tem que ser produzir cada vez mais e melhor qualidade ao mesmo tempo contribuir para melhorar a organiza- ção na produção. Há assuntos que dependem de nós, produtores.

 

fonte: SOL - país positivo de Maio /2015

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